O ip.ia lê aulas gravadas e planos de trabalho docente por dois instrumentos derivados da matriz CAST UDL 2.2, e devolve ao docente onde o Desenho Universal para a Aprendizagem aparece na sua prática, onde não aparece e com que evidência. A leitura é formativa: descreve o desenho da aula, não pontua quem a deu.
Lê a aula observada. Cada item descreve uma prática de sala verificável na gravação — como o conteúdo é apresentado, que caminhos o estudante tem para demonstrar entendimento, como o engajamento é sustentado. Adapta os itens e a escala de Basham, Gardner & Smith (2020); as rubricas que separam um nível do seguinte são proposta original do projeto.
Lê o que a unidade curricular previa, antes da aula acontecer. Usa a mesma escala de quatro níveis e os mesmos três princípios, aplicados ao documento em vez da prática — o que permite cotejar depois o planejado com o realizado, item a item.
A gravação passa por anonimização antes de qualquer leitura: rostos de estudantes mascarados, vozes não-docentes silenciadas, nomes de pessoas e locais redigidos da transcrição. A verificação é quadro a quadro e fica registrada num dossiê.
Cada aula é lida três vezes, de forma independente, e só entra no relatório o que ao menos duas leituras corroboram. A medida veio de um experimento do próprio projeto: cerca de um terço dos itens varia entre execuções idênticas, de modo que uma leitura isolada não decide nada. As citações de evidência são validadas mecanicamente contra a transcrição.
O relatório não é a última palavra. Cada leitura vai ao docente da aula, que confirma, refuta ou qualifica item a item — e é essa revisão que fecha o processo.